Anestesia para abdominoplastia: o que avaliar antes
A abdominoplastia é uma das cirurgias plásticas mais procuradas, muitas vezes feita junto com lipoaspiração ou mamoplastia. Quanto maior a cirurgia, mais a avaliação pré-anestésica faz diferença.
Como costuma ser a anestesia
Na maioria dos casos, a abdominoplastia é feita com anestesia geral, ou com anestesia no neuroeixo (peridural ou raquianestesia) associada a sedação. A escolha depende da extensão da cirurgia, de procedimentos associados, do seu estado de saúde e da combinação com a equipe cirúrgica. Bloqueios anestésicos da parede abdominal podem ser usados para reduzir a dor no pós-operatório.
O que a avaliação pré-anestésica olha na abdominoplastia
- Risco de trombose: cirurgia longa, cinta compressiva, pouca mobilidade no início e cirurgias combinadas aumentam o risco. Pílula anticoncepcional, reposição hormonal, tabagismo, obesidade e trombose prévia pesam na conta, e a prevenção é combinada com o cirurgião.
- Perda de peso recente: muita gente chega à abdominoplastia depois de emagrecer com remédios como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro, ou depois de cirurgia bariátrica. Isso muda o preparo. Entenda a nota SBA 2026
- Anemia e nutrição: comuns após grande perda de peso; podem ser corrigidas antes.
- Pressão, diabetes, apneia do sono e tabagismo: quanto mais controlados, mais segura a anestesia e melhor a cicatrização.
- Dor no pós-operatório: o plano de analgesia começa na consulta.
Quando fazer a consulta
O ideal é 15 a 30 dias antes, com os exames que o cirurgião pediu. Assim há tempo para ajustar remédios, corrigir uma anemia ou pedir outro exame sem mudar a data.